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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Ninguém é gordo porque quer



Obesidade é uma doença crônica, inflamatória e multifatorial  caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal no individuo. O parâmetro mais comum para o diagnóstico é o índice de massa corporal (IMC).
 
A obesidade tem três classificações: A primeira é a obesidade grau 1(IMC entre 30-34), ou obesidade grau 2(IMC entre 35-39 e obesidade grau3(IMC acima ou igual a 40).
 
A obesidade representa um risco para a saúde das crianças e dos adultos. O tratamento orientado pelo especialista evita uma série de complicações, como as cardiovasculares e as ortopédicas.
 
As sensações que envolvem o individuo obeso mesclam entre prazeres ou desprazeres, felicidade ou infelicidade, ansiedade, apetite, saciedade, fome, todos esses fatores determinam o comportamento alimentar do individuo. Essas sensações são susceptíveis de diversos fatores que incluem hábitos, fatores socio econômicos e culturais, ritmo circadiano e da interação de sinais fisiológicos, regulamentando a sensação apetite-saciedade:
 
Leptina:  hormônio derivado das células de gordura, que interagem com receptores hipotalâmicos e promovem a saciedade, porém os obesos apesar de terem uma maior concentração de leptina apresentam uma resistência à ação desse hormônio.
 
Grelina e Orexina : sintetizados pelo intestino e também atuando no hipotálamo, o grande responsável pelo comportamento alimentar, pois estimula o apetite.
 
Colecistocinina e Oximodulina: também sintetizados pelo intestino, inibindo a ingestão alimentar e promovendo a saciedade após a alimentação.
 
Também existem Neuropeptídeos, ou seja, peptídeos produzidos pelo hipotálamo que se dividem em dois grandes grupos:
 
1. Orexígenos: estimulam a ingestão alimentar, NPY e AgRP e que apresentam ação no controle do apetite e dos depósitos energéticos.
 
2. Anorexígenos: inibem a ingestão alimentar, MSM e CART, entre outros.
 
O emagrecimento vai além do que o simples conhecimento permite, pois existe uma série de fatores intestinais, neuronais e endócrinos que atuam e interagem entre si, regulando o apetite e a saciedade. Desta maneira, o comportamento alimentar não sugere fraqueza ou fracasso, mas, sim, uma doença de tratamento especial e delicado que poderá ser eficaz se for tratada a tempo e permanentemente.

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